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Dona de casas de repouso é presa em flagrante por maus‐tratos e abandono de idosos em Ribeirão Preto

Dona de casas de repouso é presa em flagrante por maus‐tratos e abandono de idosos em Ribeirão Preto

Na manhã do domingo, 2 de novembro de 2025, a proprietária de duas unidades de repouso localizadas em Ribeirão Preto (SP) foi presa em flagrante, acusada de maus‐tratos e abandono de idosos. As casas de repouso fazem parte do grupo identificado como “Meu Doce Lar”, que atendia 36 idosos nas duas unidades. Há registro de que as unidades haviam sido interditadas há cerca de seis meses por irregularidades como falta de higiene, superlotação e ausência de profissionais qualificados — porém continuavam em funcionamento mesmo após a interdição. A ação foi realizada em conjunto pela Polícia Militar, pelo Ministério Público de São Paulo e por equipes da prefeitura local. Após a prisão da responsável, os funcionários abandonaram o local e o município assumiu emergencialmente a gestão das unidades. Equipes da saúde e da assistência social da prefeitura realizaram atendimento imediato aos idosos. Sete dos residentes foram encaminhados para hospitais — Hospital Santa Lydia e Hospital Francisco de Assis — para avaliação médica. Os demais permanecem nas unidades, com acompanhamento médico e social reforçado. O prefeito da cidade afirmou que “Ribeirão Preto não vai tolerar nenhum tipo de violência ou negligência contra os nossos idosos” e que o município agir com rapidez para garantir atendimento digno e humanizado. A Secretaria Municipal da Saúde e a Secretaria de Assistência Social estão, neste momento, levantando dados individuais dos idosos, localizando responsáveis e familiares, além de organizarem um plano emergencial de ações para os próximos dias. Impactos e reflexões: caso evidencia como unidades de atendimento ao idoso podem operar mesmo com interdição, expondo vulnerabilidades do sistema regulatório. Coloca em foco a necessidade de fiscalização contínua, de condições de trabalho adequadas, de profissionais capacitados, e de protocolos claros para atendimento digno aos idosos. Também levanta a discussão sobre abandono institucionalizado e responsabilidade de gestores, familiares e Estado na proteção dos idosos. O que observar daqui para frente: A divulgação da identidade legal da proprietária e das possíveis sanções judiciais e administrativas que serão aplicadas. O desdobramento para os moradores – onde serão realocados, como será o acompanhamento de saúde e social, e se haverá responsabilização por danos. Como o município e os órgãos competentes vão atuar para prevenir novos casos semelhantes e reforçar a fiscalização. Se você tem familiares em casa de repouso, vale verificar se a unidade está devidamente registrada, se atende as normas sanitárias, qual o quadro de funcionários, e se os idosos estão recebendo cuidados adequados. Denuncie casos de negligência ou maus‐tratos.

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